Aposenta PCD

Introdução:
A deficiência é uma condição humana complexa e multifacetada,
que se manifesta de diversas formas e graus. A classificação da
deficiência em diferentes graus – leve, moderada e grave – é essencial
para garantir o acesso a direitos e benefícios adequados às necessidades
de cada pessoa. O referido artigo esclarece os critérios utilizados para
essa classificação, as características de cada grau e a importância dessa
distinção para a vida das pessoas com deficiência.
O que é deficiência?
Antes de abordarmos os graus de deficiência, é importante
definirmos o conceito de deficiência. De acordo com a Lei Brasileira
de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) de 2015, considera-se
pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação
com uma ou diversas barreiras, pode obstruir sua participação plena e
efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
Graus de Deficiência:
A classificação da deficiência em graus, leva em consideração o
impacto do impedimento nas atividades diárias e na participação social
da pessoa. Essa avaliação é realizada por uma equipe multiprofissional,
que utiliza instrumentos e critérios técnicos para determinar o grau de
deficiência.
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  1. Deficiência Leve:
    A deficiência leve é caracterizada por um impacto mínimo no
    funcionamento da pessoa. As pessoas com deficiência leve podem
    apresentar dificuldades em algumas atividades, mas são capazes de
    realizar a maioria das tarefas de forma independente. Geralmente, não
    necessitam de apoio constante para realizar suas atividades diárias.
  2. Deficiência Moderada:
    A deficiência moderada implica em um impacto maior no
    funcionamento da pessoa. As
    pessoas com deficiência moderada podem necessitar de algum auxílio
    ou adaptação, para realizar diversas atividades. A independência pode
    ser parcial, e o apoio de terceiros pode ser necessário em algumas
    situações.
  3. Deficiência Grave:
    A deficiência grave é aquela que causa um impacto significativo
    no funcionamento da pessoa, comprometendo sua autonomia e
    independência. As pessoas com deficiência grave podem necessitar de
    apoio constante para realizar atividades básicas da vida cotidiana, como
    higiene pessoal, alimentação e locomoção. A participação social pode
    ser em demasiado limitada.
    ➢ Importância da Classificação:
    A classificação da deficiência em graus é fundamental para
    garantir que as pessoas com deficiência tenham acesso a direitos e
    benefícios adequados às suas necessidades. Essa classificação é
    utilizada para determinar a elegibilidade para programas sociais,
    benefícios previdenciários, isenções de impostos, entre outros. Além
    disso, a classificação também é importante para o planejamento de
    políticas públicas e ações de inclusão social.
    ➢ Possibilidades e Dificuldades:
    A avaliação e classificação da deficiência ainda enfrentam
    dificuldades, como a necessidade de instrumentos mais precisos e a
    formação de profissionais capacitados. É fundamental que a sociedade
    como um todo esteja atenta para a relevância da inclusão das pessoas
    com deficiência em todos os aspectos da vida social,
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    independentemente do grau da deficiência. E que haja possibilidades
    genuínas e mais acessíveis às inúmeras condições e categorias de
    deficiências.
    Considerações:
    Compreender os graus de deficiência é essencial para promover
    a inclusão e garantir o acesso a direitos e benefícios para as pessoas com
    deficiência. É importante lembrar que a deficiência é uma condição
    humana complexa e que cada pessoa é única, com suas próprias
    necessidades e potencialidades. A classificação em graus não deve ser
    utilizada para rotular ou limitar as pessoas, mas sim como um
    instrumento para garantir que elas tenham as oportunidades e o apoio
    necessários para viverem de forma plena e independente no âmbito
    social e privado.
    Referências:
  4. BRASIL. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei
    nº 13.146, de 6 de julho de 2015). Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa
    com Deficiência.
  5. BRASIL. Ministério da Saúde. (2002). Cadernos de Atenção Básica:
    Deficiência.
  6. BRASIL. Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa
    com Deficiência. (2016). Política Nacional de Defesa dos Direitos da
    Pessoa com Deficiência.
  7. Decreto nº 7.612/2011 – Regulamenta o Benefício de Prestação
    Continuada (BPC).
  8. FÁVERO, R. R. (2007). Deficiência e inclusão: A perspectiva dos
    direitos humanos. São Paulo: Cortez.
  9. Organização Mundial da Saúde (OMS). (2011). Classificação
    Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).
  10. SOUZA, L. P. (2013). A inclusão escolar de alunos com deficiência:
    Teorias e práticas pedagógicas. Campinas: Papirus.

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